Sorbetto de Frutas Vermelhas

Afiado e brilhante na frente, o perfume de framboesa acima de tudo, e depois uma nota de fundo mais profunda e levemente adstringente que dá comprimento ao final.

mixed berry sorbet
Preparo
27 min
Congelamento
6 h
Rende
1000 g
Dificuldade
Média

Partes iguais é o erro. Divida 450 g de fruta por quilo igualmente entre as quatro e a framboesa passa por cima de tudo, enquanto a proteína que ela carrega, somada à da amora-preta, empurra a mistura para além dos 0.5% que uma base de sorbet permite. A divisão aqui é desigual de propósito: morango em 150 g pelo corpo e pela doçura suave, framboesa em 110 g pelo perfume que as pessoas de fato reconhecem como fruta vermelha, amora-preta em 90 g pela cor profunda e pela acidez que estrutura, mirtilo em 100 g pela nota de fundo adstringente que dá comprimento ao sabor. A proteína cai em 0.45%, e os açúcares ficam livres para manter a textura macia.

Essa divisão não é estética, é restrição. A proteína fecha em 0.45% contra um teto de 0 a 0.5, o que só funciona porque a framboesa e a amora-preta, as duas frutas mais proteicas do conjunto, são as duas menores doses. Quatro partes iguais de 112.5 g atravessariam o teto direto.

Como a mistura é pobre em açúcar e pobre em poder de adoçamento por conta própria, a arquitetura de açúcares fica livre para ser clássica: 110 g de sacarose, 80 g de dextrose, 15 g de glicose em pó e 53 g de maltodextrina por quilo, mais 276 g de água adicionada. Os 12 g de suco de limão estão ali para alinhar quatro valores de pH de frutas diferentes, não para deixar azedo.

Ingredientes

Rende 1000 g de base pronta.

IngredienteGramasMedida caseira
Água2761 1/4 xícaras
Morango150
Framboesa110
Açúcar (Sacarose)1101/2 xícara mais 1 colher de sopa
Mirtilo100
Amora-Preta90
Dextrose (Glicose)801/3 xícara mais 2 colheres de sopa
Maltodextrina53
Glicose em Pó151 1/2 colheres de sopa
Suco de Limão12
Farinha de Semente de Alfarroba3
Goma Guar1

Método

Frutas processadas separadamente, purês frios na calda resfriada

  1. 1Misture primeiro todos os ingredientes secos entre si: açúcares, leite em pó, estabilizante e sal. Misturar a seco impede que o estabilizante empelote ao encontrar o líquido.
  2. 2Aqueça os líquidos a 40 C (104 F) e então acrescente a mistura seca em chuva, batendo com força.
  3. 3Aqueça a 82 C (180 F) e mantenha por 2 minutos para o estabilizante hidratar.
  4. 4Resfrie em banho de gelo até abaixo de 5 C (41 F) em no máximo 2 horas. É no resfriamento lento que começam tanto as bactérias quanto os cristais grossos.
  5. 5Deixe maturar de 6 a 12 horas na geladeira abaixo de 5 C (41 F). É nesse tempo que o estabilizante e a proteína do leite absorvem a água.
  6. 6Incorpore a fruta gelada, depois da maturação. Aquecer a fruta custa o aroma fresco e não traz ganho nenhum.
  7. 7Congele em uma forma de metal rasa, com camada de 2 a 3 cm, quebrando os cristais com um garfo a cada 30 a 40 minutos, de 4 a 6 vezes.
  8. 8Congele até firmar e deixe temperar de 10 a 15 minutos na geladeira antes de bolear.

O balanceamento

Os seis contra a faixa profissional de Sorbetto.

Sólidos totais30.9%
2735
Açúcares27.6%
2332
Gordura0.2%
02
MSNF0.0%
00
PAC323
275375
POD207
175240

O PAC fecha em 322.69 numa janela de 275 a 375, no meio, e são os 80 g de dextrose por quilo que o levam até lá. Um sorbet não tem gordura nem sólidos do leite para dar corpo, 69.15% da mistura é água, então o rebaixamento do ponto de congelamento faz trabalho estrutural, não só de amaciar. O POD cai em 206.95 contra uma janela de 175 a 240 e os açúcares totais em 27.57% dentro de 23 a 32. Os 53 g de maltodextrina são a parte silenciosa do projeto: acrescentam matéria seca com quase nenhuma doçura e efeito muito pequeno sobre o ponto de congelamento, e é assim que os sólidos totais chegam a 30.85% dentro de 27 a 35 sem o POD subir na direção do teto dele. Os 3 g de farinha de semente de alfarroba e o 1 g de goma guar seguram a fase aquosa na ausência de qualquer lácteo. A gordura marca 0.2%, toda ela vinda das sementes, e o MSNF é 0.0.

Nota técnica

O risco específico deste sabor é a lavagem aromática: quatro frutas processadas juntas viram uma compota roxa genérica. Processe cada uma separada. Morango e framboesa entram crus e peneirados, porque seus voláteis principais, furaneol no morango, alfa-ionona e cetona de framboesa na framboesa, são sensíveis ao calor e se perdem acima de 60 C. Mirtilo e amora-preta aguentam um aquecimento breve até 70 C, que puxa antocianina das cascas e melhora a cor. Junte os quatro purês frios na calda pasteurizada e resfriada, depois passe tudo por uma peneira de 1 mm para reter as sementes das drupéolas de framboesa e de amora-preta. Trabalhe em aço inoxidável e mantenha a mistura longe da luz: as antocianinas de quatro origens diferentes copigmentam, e a cor na verdade melhora ao longo das primeiras 12 horas de maturação a 4 C, antes de começar a escurecer.

Se der errado

Tem gosto de geleia genérica de frutas vermelhas em vez de quatro frutas distintas.

As quatro foram batidas e aquecidas juntas, e os voláteis delicados do morango e da framboesa evaporaram no cozimento.

Mantenha o morango e a framboesa crus e peneirados; aqueça só o mirtilo e a amora-preta, brevemente, até 70 C.

Sementinhas duras na colher.

Sementes das drupéolas de framboesa e de amora-preta que sobreviveram a uma peneira grossa.

Passe o purê combinado por uma peneira de 1 mm antes de ele encontrar a calda.

A cor fica ótima no primeiro dia e amarronzada no terceiro.

Oxidação da antocianina, acelerada pela luz e por metal reativo.

Misture e mature em aço inoxidável, longe da luz, e bata dentro do primeiro dia. Os 12 g de suco de limão fazem parte dessa defesa, não corte eles.

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